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Em defesa de um cineteatro: memórias com soluções para o Teatro Rosa Damasceno (II)
15-05-2018

Esta crónica já é “promessa de político”, visto que há praticamente dois anos a pensei, publicamente a anunciei… e depois deixei andar. Concebendo soluções para o Teatro Rosa Damasceno (TRD) com dois anos de atraso, por este andar arrisco-me a fazer parte do problema, (como sei que algumas individualidades me julgarão). Vou procurar manter a prosa escorreita e a objetividade no máximo.

Em primeiro lugar, contra melhor opinião, o espaço do TRD é privado e estando, tanto quanto se ouve dizer, hipotecado, toda e qualquer solução terá sempre de envolver o dono e o seu banco. (Bancos há muitos, mas alguns constantemente atacados nos media, têm forte sensibilidade cultural investindo até em outros Teatros, aqui ao pé, ou em espaços culturais polivalentes.) Assim sendo, vamos ao que interessa, vejo quatro tipos de hipóteses possíveis:

  1. Manutenção do uso cultural estrito – neste caso o TRD deve continuar a ser um cineteatro (mas pode ter polivalência cultural, reduzindo o número de lugares original e adaptando o espaço para acolher agentes e empresas culturais do “mundo globalizado”).
  2. Manutenção do uso cultural lato — no fundo deixa de ser cineteatro (ou melhor também podia ser, mas função principal era outra, tipo a proposta da “casa das associações” ou a instalação ali de um “museu da cidade”).
  3. Alteração de uso – aqui entra por exemplo o projeto que chegou a ser encomendado em Lisboa para uso comercial e/ou turístico com restauração e eventualmente com habitação (também já ouvi falar na hipótese de pousada, por exemplo “da juventude”(PJ) ou “de Portugal”, nenhum dessas infraestruturas existe em Santarém, com exceção da PJ Abrantes, manifestamente insuficiente para a região e com outro raio de atratividade).
  4. Adoção da ruína como está —esta solução pressupõe a limpeza do espaço (qualquer dia arde outra vez)…. Na eventualidade de ali não se poder construir/reconstruir nada parece-me a única solução viável do ponto de vista patrimonial).

Em qualquer uma destas hipóteses, tudo o que ali está pode ser reclamado como valor patrimonial identitário ou destruído como direito ao esquecimento. Todas as opções são legítimas. Desde que seja a cidade, isto é todos nós a tomá-las, em conjunto naturalmente com os proprietários e entidades representativas do poder local e central. “Eh, alto”, dizem da plateia “Temos tantos intervenientes a recuperar imóveis e ninguém lhes diz nada. Ninguém decidir pelos donos”. Temos de convir que uma coisa é um prédio na rua direita, outra coisa é o TRD. Uma coisa é a Igreja de São Vicente de Fora e outra uma loja histórica da baixa lisboeta. Ambas têm valor, por certo, e devem ser protegidas por isso estarão classificadas de formas diferentes e serão usufruídas de formas diferentes

Em todas estas soluções, o existente será sempre transformado em memória.Não vai voltar a ser o TRD onde Norton de Matos fez um comício — tal como essa sala, dos pontos de vista material e cultural, já não é o “teatro à italiana” onde José Relvas, Jacinto Falcão e Ricardo Durão aprovaram uma moção do Sindicato de Alpiarça sobre a “questão duriense” na reunião de Sindicatos Agrícolas de Santarém. O TRD nunca vai voltar a ser a sala de velhas memórias do antes e do após 1974… Tal como, não voltará a ser o cineteatro, onde umoutroeu, pequeno catraio, vindo da Póvoa da Isenta, vi “O Povo da Erva” e os “Masters do Universo” no final dos anos 80. Um projeto de reabilitação, nestas circunstâncias, pressupõe isso mesmo, uma transformação total do edifício, salvaguardando o que for desejável e possível preservar. (Claro, há sempre a opção política e arquitetónica de deitar tudo abaixo e fazer novo, até já um projeto para isso, tipo “casa da música”, enfim “pós-modernismos…”).

Por último, qualquer que seja a solução, alguém tem de a pagar. Geralmente somos todos e dividido por muitos não dói tanto, mas se há ou houve “PPPs” para tanta coisa, porque não uma PPP cultural aqui no burgo? Ou em linguagem menos “neoliberal”, porque não uma cooperativa?No fundo, o antigo TRD sendo privado teve, para além de muito público, boas levas de apoios públicos e mecenáticos para sobreviver, desde a sua génese. Não esquecemos que este Teatro foi uma sociedade por ações (já agora se alguém tiver por casa uma ação do TRD ou “Teatro de Santarém” aceito a doação, ou compro com “desconto de estudante”).
 
É mentira que Santarém não tenha vida cultural. Antes pelo contrário, tem e é bastante dinâmica. Não, não são sempre “os mesmos 115” a ir às coisas da cultura, como dizia o bom amigo João Moreira, “Deus o guarde”. Às vezes são 100, outras vezes 200 e houve eventos que aparecem 2000, perante uma surpreendida organização.E Santarém não é só esta cidade ou este concelho. Qualquer para a recuperação do TRD tem de serpensado, no mínimo à escala regional (Lisboa incluída). Uma vez mais, sublinho “não se ama o que não se conhece”. Se para mim é culturalmente importante o “Mandarim” adaptado por Pedro Barreiro (e, muito sinceramente gostei da peça), outros legitimamente e “culturalmente” queixaram-se “nudez crua da verdade”. Aliás, ainda me diziam em Pernes, “não vá lá, que isso de adaptar o Eça não é para toda a gente”. A cultura tem destas coisas, não é monolítica. Todo e qualquer coisa que criemos será sempre um convite à crítica, com maior ou menor provocação. Por outro lado, também não podemos reputar a cidade de fascista, pelo simples motivo que nos repugna atitudes mais ou menos conservadoras. Constato que quase ninguém leu, deveras, o que o Pedro Barreiro escreveu a 8 de Maio 2016. Como me disse, “o mais importante era a orquestra típica a tocar”, a prosa alertava-nos para o facto de que o teatro não é só um imóvel e se o queremos reconstruir, teremos de o fazer sobreviver. Um (cine)teatro só vive se as pessoas, todas elas, umas mais outra, naturalmente, lhe derem vida, habitando, “brincado ao teatro”, vivendo-o.
 
Terminemos. Importa sempre a pergunta:“quanto custa?” Se tivermos vontade para o fazer. Diz-se por aí que comprá-lo“poderá” andar à volta 200 mil, dá 3,25 euro a cada cidadão do concelho…. Dizem que depois custa 5 milhões reabilitar. É mais caro. Dá 80, 97 euro a cada cidadão (corrijam se fiz mal as contas). E porque não alargar o peditório ao distrito? Nem todos podem contribuir As médias são sempre demagógicas. Mas quem vem daí para ajudar? © José Raimundo Noras
 
 
As fotos recentes foram captadas em Novembro de 2017

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