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Inquietações e perplexidades sobre Santarém
15-05-2018

Carlos Jorge Beja de Carvalho Ribeiro nasceu na antiga Rua do Milagre, em Santarém, cidade pela qual se diz “apaixonado pela História, cultura e património”, embora confesse “um apego especial à Ribeira, onde tem raízes familiares”. Descendente de José Victorino de Carvalho, presidente da Câmara Municipal de Santarém no início do século XX, possui uma licenciatura em Educação Social, concluída em 2011 na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém, para além de formação como técnico de turismo, obtida no Instituto Superior de Novas Profissões, em 1981.

Após vários anos no Hospital Distrital de Santarém, integra actualmente o Instituto da Segurança Social, no Centro Distrital de Santarém. Ativista sindical, é ainda dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas. Deixa-nos um texto de inquietude sobre o estado actual da sua cidade.

Inquietações e perplexidades

Há algum tempo foi-me pedido que escrevesse algumas palavras sobre a nossa amada cidade de Santarém. Estive seriamente tentado a plagiar o grande romântico Almeida Garrett nas sábias palavras que escreveu aquando da sua visita a Manuel dos Passos em meados do século XIX e que nos transmitiu nas suas “Viagens na minha terra”. Essas palavras continuam atuais, mas resolvi apresentar um texto da minha lavra por ser demasiado óbvio o pequeno furto de propriedade intelectual alheia.

Brincadeiras à parte, recentemente num programa de televisão ouvi o apresentador, o comediante e radialista Fernando Alvim referir-se a Santarém como “aquela cidade tão dinâmica” num tom claramente irónico e com um sorriso, enquanto um dos convidados dizia ser esta a Capital do Gótico, instalando-se a dúvida se não seria esse o título de Leiria, a propósito do festival “Entre Muralhas” que celebra anualmente estilos de vida e visuais alternativos, chamando à cidade do Lis multidões de “góticos”, “steam punks”, entre outras sensibilidades.

Fiquei um pouco triste pelo facto de ser obrigado a aceitar a verdade dos factos: Santarém é hoje uma cidade sem qualquer tipo de dinâmica, onde absolutamente nada se passa, amorfa e triste. Não se vê no horizonte próximo nada que nos permita pensar que algo mudará. Da parte de quem administra a vida pública da cidade e do Concelho não se vislumbra qualquer projeto de fundo que nos permita ter alguma esperança de que haverá mudanças para breve. O executivo municipal principalmente o seu presidente, escuda-se no constante “choradinho” da falta de dinheiro, invocando as regras impostas pelo PAEL (Programa de Apoio à Economia Local), que votou favoravelmente quando integrava a administração anterior, e que espartilha completamente a pouca autonomia financeira que os municípios ainda conservam, e condiciona severamente a vida das munícipes, obrigando-nos ao pagamento do IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) à taxa máxima, a título de exemplo.

Impõe-se que façamos uma séria reflexão sobre que tipo de vida queremos para a nossa cidade e Concelho; se esta modorra sonolenta e paralisante com os protagonistas do costume fazendo as coisas bafientas do costume, ou, se pelo contrário, deveremos apostar em algo de novo e fresco que catapulte novamente Santarém para o lugar que lhe pertence: o banco da frente.

Por mim, gostaria de ver na direção dos destinos da minha cidade, uma pessoa mais jovem mas bem preparada, que tenha uma abordagem moderna e fresca, que consiga imprimir à cidade uma nova e verdadeira dinâmica. Também e pela primeira vez gostaria de ver uma mulher no Palácio do Provedor das Lezírias. Já houve mais do que uma tentativa nesse sentido com Luísa Mesquita e Idália Moniz sem qualquer sucesso por razões várias.

A cidade precisa urgentemente de um projeto que desenvolva sinergias várias que permitam salvar a “cidade”, agora chamada de centro histórico. Esta zona da urbe é, a meu ver, fundamental para qualquer plano de revitalização da cidade no seu todo, pois é aí que se encontra o seu ADN (ácido desoxirribonucleico) que, como sabemos, é o composto onde se encontra a informação genética que coordena e permite desenvolver o crescimento. Continua a não existir qualquer plano integrado de salvaguarda, reconstrução e revitalização desta zona chave da cidade e as poucas (muito poucas) atividades aí desenvolvidas são avulsas e não conduzem a lugar nenhum. Sem a “cidade” vibrante e apelativa para as pessoas, Santarém estará condenada a uma bolorenta e inexorável invisibilidade, transformando-a num mero dormitório de Lisboa.

Convido pois toda a gente que realmente gosta de Santarém, a refletir de uma forma responsável e criativa sobre qual a direção que queremos imprimir a este lugar mágico que há muitos séculos chamamos de Santarém. Carlos Beja Ribeiro/Maio de 2018

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