Os saudosos elefantes de pedra que durante muitos anos alegraram as crianças de Santarém, foram colocados junto da entrada da Igreja de São João do Alporão em meados do século XX. As duas esculturas de estilo indo-português, deslocadas de um outro ponto da cidade, serviriam originalmente como suporte de um jazigo ou de uma arca tumular, construída no século XVI.
Com um peso estimado de uma tonelada cada, as figuras foram esculpidos num tipo de calcário que exala um odor fétido quando pressionado, o que fez as delícias de várias gerações de crianças, mas contribuiu também para o desgaste das populares estátuas.
O vandalismo e a acentuada deterioração nos últimos anos em que as figuras permaneceram na rua, obrigaram à sua retirada do espaço público, em 1993, quando se iniciou o malogrado processo de candidatura de Santarém a património mundial. Foram nessa altura alvo de recuperação e encontram-se actualmente na Reserva Museológica Municipal, localizada no piso inferior do edifício do Arquivo Municipal, que aloja igualmente alguns serviços do Município ligados ao património.
Nos últimos anos, a Reserva Museológica tem recebido algumas visitas guiadas anuais, sobretudo na data em que se assinala o feriado municipal, a 19 de Março, ou por ocasião das comemorações do Dia Internacional dos Museus, que se celebra a 18 de Maio.
Além de algumas saídas pontuais, como uma curiosa instalação realizada no CNEMA, as duas estátuas integraram a exposição ‘Modos, Medos e Mitos no Tempo de Cabral’, realizada na Casa do Brasil, entre Julho de 2015 e Abril de 2016, ou, no ano seguinte, quando fizeram parte da mostra dedicada aos ‘141 Anos do Museu Municipal de Santarém 1876-2017’, patente na Loja do Cidadão durante os meses de Setembro e Outubro desse ano. Carlos Quintino
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