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Empresa de turismo quer mostrar touros no campo
18-02-2020

Há uma nova empresa de turismo em Santarém apostada em oferecer aos visitantes novas experiências e diferentes recordações da região. Chama-se 7 Domains e criou de raiz na freguesia de São Vicente de Paul um parque de aventuras com actividades radicais. A Villa Campus tanto pode acolher festas e eventos, como proporcionar um espaço para a prática de paintball, escaladas, rapel ou slide em cordas. A empresa realiza ainda passeios turísticos pela história da região e quer agora proporcionar uma alternativa para as ganadarias locais. Criada por António Bandarra, licenciado em Gestão de Animação Turística, dedicou-se a estudar a vertente de Produtos Turísticos e Gestão Hoteleira e Restauração, antes de concluir um Mestrado em Gestão de Destinos Turísticos, onde apresentou “Santarém como caso de estudo”.

 

O futuro do mundo da tauromaquia passa pela oferta de experiências como mostrar aos visitantes os touros no seu habitat natural?

A tauromaquia é um fenómeno milenar com os seus adeptos. Realizei uma abordagem diferente e sustentável. Assim, ao criar a experiência foi para mostrar a vida de um animal imponente e até tímido, que só é conhecido na arena. Mas como é que é a sua vida até aquele momento, que tipo de impacto tem a sua criação, será mesmo feroz?

Como surgiu a ideia de criar estes roteiros turísticos?

Agradeço ao director do Santarém Hotel, Daniel Mota, que solicitou se era possível na região realizar estes tours. Fui para o terreno investigar o que havia e avaliar o potencial e a viabilidade de estruturar este produto turístico. Acresce algo muito importante, ter os seguros. Por isso não encontramos este género de oferta em passeios, porque as empresas no geral não têm seguros se algo corre mal. Não é só uma questão de visão (ou será somente sonhos vãs), mas de legalmente ser materializável com o factor segurança.

Foi recentemente convidado a apresentar esta nova experiência em Vila Franca de Xira. Poderá esta ser uma possível forma de os criadores procurarem alternativas para a sobrevivência face a uma eventual extinção das touradas?

O departamento de Turismo dessa autarquia, que tem um grande passado tauromáquico e vários eventos anuais, solicitou a participação num congresso subordinado ao Turismo para um possível desenvolvimento de um produto turístico idêntico ao criado em Santarém naquele Concelho.

Quanto à possibilidade de a longo prazo os eventos tauromáquicos onde os animais sofrem - devido à mudança da opinião pública - venham a regredir em adesão e quantidade, as visitas sobre a forma de passeios em tractor ou carrinha de caixa aberta o mais rústico e seguro possível, tem muito potencial. É um mercado novo.

Quais as principais potencialidades de oferta turística desta região? Como vê o mercado local, consegue assegurar a procura por parte dos visitantes?

O problema seja touros, seja vinhos, seja o produto que Santarém tenha para oferecer, como analisei na Tese de Mestrado que versou porque Santarém não é um destino turístico como Óbidos, Fátima, Tomar ou até Rio Maior, está na imagem que a cidade tem para os grandes operadores turísticos, isto é, não tem.

Para lá dos dois eventos Feira Nacional de Agricultura e do Festival de Gastronomia, ou a Igreja do Milagre (Santo Estevão), a cidade como se pode verificar pelo Centro Histórico repleto de lojas fechadas, não é destino para o turismo, que passa todo na A1, A15 e A13, ou de comboio para o Norte, Sul ou para outras paragens.

Do que apurei os factores que levaram as Agências de Viagem e os Guias Turísticos a evitarem Santarém são vários, começando pelo estacionamento pago, que indirectamente exterminou o comercio no centro histórico, isto é, como é moda parquímetros, alguém achou que lá porque dá dinheiro em outros lados, em Santarém ia ficar rico, provavelmente hoje de dividas. Então não há sítio para estacionar, e ir para as Portas do Sol, autocarros não vão.

A outra critica apontada foi que os monumentos muitas vezes estão fechados. Ainda outro aspecto é a falta de um Hotel com capacidade para receber dois autocarros de 50 passageiros, isto é com 110 a 120 quartos…

O que o motivou a criar a empresa Seven Domains, com o projecto da Villa Campus ou a 7 Lives, também dedicada a circuitos turísticos?

Uma visão de internacionalização com uma estrutura claramente definida por segmentos que é a Sete Domínios da Vida, com actividades para o corpo, mente, família, trabalho, social, património ou bem-estar.

Depois é nosso objectivo enquanto empresa desenvolver Santarém como destino turístico.

Operando no mercado do ‘que fazer’, utilizaram-se terrenos de uso agrícola para realizar actividades ocasionais temporárias de animação turística, ao que se atribuiu o termo alegórico Parque Aventura de nome Villa Campus, um local de encontro em falta na região. A localização prende-se com o facto de serem terrenos de família.

Para os passeios criamos a marca 7 Lives, as sete áreas antes citadas. E ainda temos a marca Living Pernes para a promoção da milenar vila de Pernes.

O que destaca e o que diferencia as suas propostas?

Como comunicar deverá contribuir o aprender por quem lê, a grande diferença está em aplicar conceitos profissionais do mercado diversificado do turismo, isto é, foram precisos seis anos de extensa formação que abrangeu animação, guias, restauração, alojamento e agências de viagens, concluindo com a promoção e desenvolvimento de um destino turístico. Aassim sendo, cada produto turístico concebido destina-se a um segmento de mercado no tempo adequado.

Santarém tem tudo para ser um sucesso, como dizia à tempos hà minha concorrente do Gotik Senses, Neida Andrade. A Igreja do Milagre está lá há 800 anos e vai continuar indiferente às arquitectices e outros percalços. O copo ou está meio cheio ou meio vazio, optimismo ou derrotismo, depende do que se queira ver, focar ou ignorar.

Como tem sido a receptividade? Entre a oferta disponível qual a actividade que destaca?

As actividades mais procuradas são o entretimento e ocupação de festas de aniversário. Curiosamente, também recebemos grupos que vêm fazer despedidas de solteiro para Santarém e querem jogar paintball.

Há curiosidade e tem ocorrido procura, mas como todos os processos de marketing, carece de tempo, contactos e persistência.

Que balanço que faz, tem correspondido a expectativas iniciais?

A maior adversidade que tenho encontrado é a ignorância arrogante. Todos somos naturalmente ignorantes da realidade, mas há decisores que mesmo chamados à atenção de estarem errados, insistem nos erros para prejuízo de todos. Quando confrontados com o terem sido, obstinadamente, irredutivelmente errados, fingem que não é nada com eles. Isto é uma arrogante ignorância ao expoente infinito que custa à região e ao País o seu desenvolvimento.

Para Santarém, como escrevi na tese de mestrado que apresentei, a falta de formação, a par da inexistente comunicação entre os agente económicos, cujo palavrão é ‘governança’, impede que ocorra uma sinergia.

Eu sou só um e atendendo ao que já materializei: um espaço para actividades temporárias; sete rotas pedestres e uma de BTT, no campo a norte de Santarém; vários tours na cidade e ao redor, e em 2020 o numero vai aumentar.

Portugal voltou a ser premiado a nível internacional como destino turístico, como vê a aposta e o acompanhamento que o Turismo de Portugal tem vindo a fazer junto dos operadores?

Os grandes operadores a nível nacional querem saber de Lisboa, Porto e Algarve, no meio está Fátima, basta consultar os dados estatísticos do Instituto Nacional de Estatística.

Só quando houver uma estruturação mais sólida do muito que não existe no destino vou avançar para os operadores, que no meu parecer procuram pessoas especialistas na área, isto é, querem as coisas bem estruturadas. Têm que sentir confiança, o mercado está cheio de pessoas que acham que no turismo não há nada a saber e que sem formação vão ter muito sucesso a fazer passeios.

Confundem tours (agências de viagem) com experiências (animação turística), muita gente (massas) com poucas pessoas (personalização e atenção). Portanto, os operadores vão continuar a ignorar Santarém.

Tem planos ou projectos futuros para este mercado turístico?

Há sempre planos e projectos, mas antes de mais temos que solidificar os projectos iniciados.

O problema de Santarém não é a oferta, mas a falta de procura. Com a minha formação facilmente adapto a estratégia da empresa e invisto em outro género de produtos como os passeios, pois já realizei passeios em Lisboa, Sintra ou no Gerês.

O turismo é um fenómeno global e competimos nesse mercado com outros países e continentes. Por exemplo, somos das poucas empresas nacionais certificadas para receber turistas chineses, é a vantagem da formação especializada em vários sectores da actividade turística e de ter uma visão internacional, mas trabalhar no local.

 

Fotos de Luís Moutinho

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