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A revolta de Santarém, Janeiro de 1919
19-01-2016

Entre 10 e 17 de Janeiro de 1919 Santarém foi palco de uma revolta que envolveu civis e militares.

Em Lisboa e Covilhã verificaram-se levantamentos semelhantes, mas o movimento revolucionário foi controlado sem grande dificuldade. Em Santarém a situação foi diferente. Para além de contar com mais tropas sublevadas, reuniu do mesmo lado democráticos, evolucionistas, independentes, ex-sidonistas e socialistas.

Uma proclamação saída de Santarém exigia a demissão do então governo de Tamagnini Barbosa, a dissolução do Congresso, a realização de eleições, para além de indicar a formação de um novo governo constituído pelos partidos republicanos e socialista, mas que integrasse igualmente personalidades sem qualquer filiação partidária.

A cidade foi bombardeada a 14 de Janeiro. Cercada e atacada por colunas militares vindas de Lisboa, Alentejo, Coimbra e Porto, registaram-se 12 mortos e vários feridos entre os revoltosos sitiados.

Com o planalto rodeado por um exército que chegou a ter 15 mil homens, as negociações para a rendição começaram a 15 de Janeiro. Os líderes da revolta depuseram as armas e renderam-se formalmente a 17 de Janeiro, pondo fim à chamada 'Revolução de Santarém'.

A revolta foi seguida em todo o País e o governo emitiu diversas notas oficiosas que distribuiu pela imprensa. A 17 de Janeiro de 1919, podia ler-se que “as tropas leais ao governo ocuparam Santarém desde esta manhã. O Sr. Coronel Andrade Velez que era quem comandava as operações militares do sul assumiu o comando militar de Santarém. Foram organizadas colunas volantes para a captura dos revoltosos que não foram presos por andarem a monte. O serviço de combóios na linha do norte fica hoje normalizado”.

As imagens mostram o Campo Sá da Bandeira, após a entrada na cidade das tropas leais ao governo e a realização de uma missa em homenagem aos mortos do conflito. CQ

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