Igreja de São João de Alporão, o primeiro templo de Santarém classificado como Monumento Nacional, em 1910, vai reabrir ao público na manhã do próximo dia 22 de Novembro, numa cerimónia que terá a presença do primeiro-ministro Luís Montenegro, segundo o presidente do Município, João Teixeira Leite fez saber nas redes sociais.
A igreja foi encerrada ao público em 2011, após o constante desprendimento e queda de pedaços de pedra que ameaçavam a segurança dos funcionários da autarquia que asseguravam a portaria do monumento. A situação teve origem numa polémica intervenção realizada no início do século, a mesma que também acelerou o processo de deterioração do túmulo de D. Duarte de Meneses que se encontra no interior da Igreja da Graça, e da qual nunca chegou a ser atribuída qualquer responsabilidade.
A ideia de transformar a antiga igreja em museu nasceu no final do século XIX com a publicação de um alvará de 16 de Fevereiro de 1876. Por iniciativa do Governador Civil do distrito, José Ferreira da Cunha e Sousa, o local escolhido para a instalação do Museu de Santarém foi a igreja de S. João do Alporão, que na época era sede de um grupo de teatro local, chegando a receber várias representações. Ao longo do tempo em que os artistas permaneceram no local este foi sendo adaptado consoantes as necessidades das peças de teatro levadas à cena, o que provocou danos no local.
O Museu Arqueológico de Santarém abriu ao público em 1889, após obras de remodelação que tiveram início 12 anos antes, em 1877. Ao longo de um século o espaço acolheu peças e objetos doados e encontrados na região, dispostos sem qualquer critério ou classificação, tendo ficado popularmente conhecido ao longo de décadas como o ‘Museu dos Cacos’. Em 1992, o município decidiu acabar com o velho museu e deu início a uma profunda reestruturação que fez de São João de Alporão um local que acolheu várias exposições temporárias ao longo dos anos.
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